Conheça os bolsistas 2026 do programa Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental em Português

A Mongabay tem o prazer de anunciar a turma inaugural do Programa de Bolsas de Jornalismo Ambiental Y. Eva Tan em Língua Portuguesa, dando as boas-vindas a seis talentosos jornalistas em início de carreira.

O grupo é formado por profissionais de diferentes regiões do Brasil, além de Angola e Moçambique. De 1º de junho a 30 de novembro de 2026, eles vão trabalhar remotamente com editores da Mongabay para produzir reportagens sobre questões ambientais críticas em suas regiões, além de receber treinamento para aprimorar suas habilidades jornalísticas para a cobertura ambiental.

Esta é a primeira vez que o programa Bolsa Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental é oferecido em Língua Portuguesa. Ele faz parte do crescente conjunto de programas de bolsas do Mongabay em diversas regiões e idiomas, incluindo inglês, espanhol, bahasa indonésio e francês. Foram recebidas 348 candidaturas, de jornalistas de seis países, e 40% dos inscritos mencionaram que atuam em outros segmentos de reportagem, mas têm interesse em migrar para o jornalismo ambiental, o que reforça a importância de oportunidades deste tipo.

A Mongabay acredita que, em uma época em que a degradação ambiental é cada vez mais evidente, o papel do jornalismo ambiental de alta qualidade é fundamental. No entanto, a reportagem ambiental tem sido afetada por mudanças nos modelos de negócios no setor jornalístico que reduziram recursos para reportagens e têm limitado as oportunidades de entrada na carreira. Isso ocorre especialmente em regiões que sofrem o impacto direto das mudanças climáticas e da perda de biodiversidade.

Como resposta, a Mongabay criou este programa para oferecer formação, experiência e credibilidade a jornalistas de países tropicais, ajudando-os a avançar em suas carreiras e a integrarem-se à rede global de colaboradores da agência.

Você pode acompanhar as reportagens produzidas pelos bolsistas no site da Mongabay Brasil. Todo o conteúdo editorial da Mongabay é publicado sob a Licença Internacional Creative Commons. Se você é responsável por um veículo de jornalismo e tem interesse em republicar as matérias, acesse aqui as diretrizes para republicação. Em caso de dúvidas, entre em contato com a editora do programa Bolsa Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental em Português.

Conheça os novos bolsistas

Amaitê Santos (Brasil)

Amaitê Santos, bolsista Y Eva Tan de Jornalismo Ambiental 2026, baseada em Silves, Amazônia, Brasil. Foto: Acervo pessoal.

É graduanda em Letras-Língua Portuguesa pelo centro universitário CeUNINA e em Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Ela atua na produção de textos em literatura, cultura e temas socioambientais, especialmente relacionados à Amazônia. Em 2025, recebeu a Bolsa-Reportagem do IV Minicurso de Introdução ao Jornalismo Ambiental de ((o))eco, quando publicou sua primeira reportagem ambiental.

Annady Martins Borges (Brasil)

Annady Borges, bolsista Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental 2026, baseada em Palmas, Tocantins, Brasil. Foto: Acervo pessoal.

Tem 26 anos e é jornalista formada pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Tem experiência em assessoria de comunicação, com atuação na Secretaria Municipal de Saúde de Palmas, no Procon Tocantins e na Assembleia Legislativa do Tocantins. Na área ambiental, sua primeira experiência foi como repórter na Amazônia Vox, plataforma de jornalismo de soluções. Produziu reportagens com foco em questões socioambientais e nas iniciativas desenvolvidas por comunidades do Cerrado tocantinense.Também atua com gerenciamento e produção de conteúdo para redes sociais, além de ter experiência em edição de vídeos.

David Nahenda Tjyakala (Angola)

David Tjyakala, bolsista Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental 2026, baseado em Luanda, Angola. Foto: Acervo pessoal.

David nasceu e vive em Luanda, Angola. É um jornalista freelancer e atualmente membro da ONG EcoAngola, que atua na área de educação ambiental. É técnico em Jornalismo Comunitário, também com formação em Jornalismo e Advocacia Ambiental, e estagiou no Jornal Nova Gazeta. Tem matérias publicadas por ongs locais como Omunga e Mosaiko, além de vídeos. É um dos realizadores do documentário “Nzila Ngola” e um dos autores do livro “Aconteceu em Luanda”. Em 2026, David deve concluir a licenciatura em Ciências da Comunicação pela Universidade Independente de Angola (UNIA). Ele gosta de escrever crônicas e reportagens em que relaciona meio ambiente, gênero e educação.

Farcelina Américo Vubil Cumbe (Moçambique)

Farcelina Vubil, bolsista Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental 2026, baseada em Maputo, Moçambique. Foto: Acervo pessoal.

Farcelina é uma jornalista moçambicana que iniciou sua carreira em 2022, no jornal Notícias, depois de se graduar pela Escola Superior de Jornalismo, em Maputo. Em 2023, foi selecionada para a bolsa de Jornalismo Investigativo em Recursos Naturais do MediaLab, e reportou sobre o cenário sombrio causado pela pesca ilegal no Banco de Sofala, região central de Moçambique. Mas só começou a escrever exclusivamente sobre assuntos ligados ao meio ambiente em 2025. 

Desde então, idealizou e desenvolve um projeto para valorização de espécies de animais e de plantas através da publicação de notícias e reportagens sobre a particularidade e peculiaridade de várias delas e a sua contribuição para a manutenção dos ecossistemas. 

Também em 2023 foi uma das vencedoras do Prémio de Jornalismo em Segurança Social de Moçambique e, em 2024, do Prémio de Jornalismo sobre Projetos de Eletrificação Nacional.

Mariana Martins (Brasil)

Mariana Martins, bolsista Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental 2026, baseada em Vitória da Conquista, Bahia, Brasil. Foto: Acervo pessoal.

Mariana nasceu e foi criada em Vitória da Conquista, no interior da Bahia, uma região marcada pela transição entre diferentes biomas do Nordeste brasileiro. Foi a partir dessa realidade e da percepção de que muitas questões ambientais locais permanecem fora da cobertura nacional que surgiu seu interesse pelo jornalismo ambiental. Seu trabalho busca compreender como crises climáticas globais impactam diretamente comunidades locais.

Se interessa por narrativas humanas e pela escuta atenta do cotidiano das pessoas, buscando produzir reportagens que aproximem questões ambientais da vida real das comunidades. Em 2024, recebeu o prêmio Jovem Talento da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) após desenvolver uma reportagem sobre a produção de algodão sustentável no oeste da Bahia, experiência que ampliou seu interesse por pautas ligadas à agricultura, território e meio ambiente.

Como jornalista em início de carreira, acredita no jornalismo como uma ferramenta de visibilidade para histórias e territórios frequentemente esquecidos, valorizando reportagens aprofundadas, apuração cuidadosa e o contato direto com as comunidades.

Mateus Guterres Mendonça (Brasil)

Mateus Mendonça, bolsista Y. Eva Tan de Jornalismo Ambiental 2026, baseado em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Foto: Acervo pessoal.

Natural do sul do Brasil, Mateus é jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ao longo de sua trajetória, consolidou experiências em reportagem, fotografia, produção audiovisual e comunicação institucional, dedicando especial interesse a temas fundamentais como conservação ambiental, cultura e ciência. 

Em 2025, passou a integrar o grupo de pesquisa MIND.Funga como comunicador, acompanhando atividades de campo e registrando pesquisas realizadas em ambientes como Mata Atlântica, matas nebulares de altitude e áreas de cânions do sul do Brasil. Seu trabalho envolveu a produção de conteúdos audiovisuais, registros fotográficos e materiais de divulgação científica voltados à documentação da diversidade fúngica brasileira e às ações de conservação desenvolvidas pelo grupo.

 

Imagem do banner: Um indígena Pataxó caminha em um parque nacional, no sul da Bahia. Foto: André Olmos via Wikimedia Commons. (CC BY-SA 4.0).